Especificação

EPS ou PIR: qual núcleo escolher?

É a decisão técnica mais frequente na especificação de uma telha termoacústica, e ela costuma ser reduzida a "o PIR é melhor". Não é bem assim: os dois núcleos resolvem problemas diferentes, e escolher o mais caro sem necessidade é desperdiçar orçamento que faria mais diferença em outro item da obra.

O que os dois têm em comum

Antes da diferença, o que não muda

EPS e PIR são o miolo isolante de um mesmo sistema. Nos dois casos, a telha é um sanduíche: duas chapas de aço galvalume com o núcleo entre elas. O princípio físico é o mesmo — o que a engenharia chama de massa-mola-massa, em que as chapas fazem a massa e o núcleo faz a mola que interrompe a passagem de calor e de som.

Também não muda o substrato nem o acabamento: aço revestido com liga alumínio-zinco (galvalume), conforme ASTM A792 e ABNT NBR 15578, com pintura eletrostática a pó aplicada na própria fábrica. A norma de referência do produto é a ABNT NBR 16373:2015.

Núcleo EPS

Quando o EPS é a escolha certa

O EPS é poliestireno expandido com aditivo antichama, de comportamento auto-extinguível. Na Ecorenovar, é produzido em série nas espessuras de 30, 40 e 50 mm.

É a opção de melhor relação entre desempenho e custo, e atende com folga a maioria das obras residenciais, comerciais e de hotelaria. Um detalhe que costuma passar despercebido: o desempenho térmico do EPS cresce com a espessura, então aumentar o núcleo é frequentemente mais eficiente, em custo, do que trocar de material.

Residência e alto padrão

Conforto térmico e acústico com o melhor custo por metro quadrado, o que libera orçamento para o acabamento.

Hotelaria e pousada

Resolve o efeito tambor da chuva, que é a reclamação de hóspede mais comum, sem elevar o custo por quarto.

Obra comercial

Reduz carga de refrigeração em galpão e área de uso contínuo, com retorno na conta de energia.

Espessura sob medida

Subir de 30 para 50 mm costuma custar menos que migrar de material, com ganho térmico relevante.

Núcleo PIR

Quando o PIR se justifica

O PIR (poliisocianurato) tem menor condutividade térmica e ação retardante a chamas. Está disponível nas espessuras de 30, 50 e 80 mm. Custa mais que o EPS, e a pergunta certa não é se ele é melhor, e sim se a sua obra precisa do que ele entrega a mais.

Ele se justifica principalmente quando existe exigência normativa de reação ao fogo — projeto sujeito a aprovação de corpo de bombeiros com requisito específico, obra industrial, ambiente de risco. E quando há restrição de espessura: como isola mais por milímetro, o PIR entrega desempenho maior em um pacote mais fino, o que importa quando a arquitetura limita a altura da cobertura.

Não publicamos valores de condutividade nem de transmitância térmica sem o documento que os comprove. O cálculo normativo segue a ABNT NBR 15220-2, a partir da condutividade declarada pelo fornecedor do núcleo — fale com a engenharia para receber os dados aplicados ao seu projeto.
Resumo da decisão

Como escolher em uma frase

Situação da obraNúcleo indicado
Residência, área gourmet, chalé, pousadaEPS — resolve com o melhor custo
Exigência normativa de reação ao fogoPIR — é a razão principal para migrar
Restrição de altura da coberturaPIR — isola mais por milímetro
Precisa de mais desempenho térmico, sem restrição de espessuraEPS em espessura maior, antes de trocar de material
Obra industrial ou ambiente de riscoPIR — avaliar com o projeto de incêndio

Veja as páginas de produto da Telha Polar® TP40 EPS e da telha sanduíche PIR, ou compare as medidas publicadas nas especificações técnicas.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre EPS e PIR

O PIR é sempre melhor que o EPS?
Não. O PIR tem menor condutividade térmica e ação retardante a chamas, mas custa mais. Para a maioria das obras residenciais, comerciais e de hotelaria, o EPS com aditivo antichama resolve com melhor relação custo-benefício. O PIR se justifica quando há exigência normativa de reação ao fogo ou restrição de espessura da cobertura.
O EPS pega fogo?
O EPS usado na telha termoacústica da Ecorenovar tem aditivo antichama e comportamento auto-extinguível. Onde existe requisito normativo específico de reação ao fogo, como em projeto sujeito a exigência de corpo de bombeiros, a indicação passa a ser o PIR, que tem ação retardante a chamas.
Vale mais aumentar a espessura do EPS ou trocar para PIR?
Depende do que está limitando. Se o objetivo é mais desempenho térmico e não há restrição de altura da cobertura, aumentar a espessura do EPS costuma ser mais eficiente em custo. Se a exigência é de reação ao fogo, ou se a arquitetura limita a espessura, aí sim o PIR é o caminho.
Quais espessuras estão disponíveis?
O EPS é produzido em série nas espessuras de 30, 40 e 50 mm. O PIR está disponível em 30, 50 e 80 mm. A espessura recomendada para cada obra sai do projeto: vão, inclinação, uso do ambiente e exposição ao sol.

Na dúvida entre EPS e PIR?

Conte o tipo de obra, a exigência normativa que ela precisa atender e a restrição de espessura, se houver. A engenharia da Ecorenovar indica o núcleo e a espessura certos para o seu caso.

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